Você conhece o Cateter de Swan-Ganz?

Atualizado: 1 de ago.




Desenvolvido na década de 70 por Jeremy Swan e William Ganz, o cateter de Swan-Ganz foi uma marco evolutivo da medicina intensiva, se tornando o primeiro cateter de artéria pulmonar. Com ele é possível obter informações úteis sem precisar do uso do Raio-X.


O seu objetivo é diagnosticar disfunções cardiopulmonar e cardiovascular. E por ser um dispositivo que pode ser instalado no leito, o diagnóstico é mais rápido e consequentemente o tratamento.


O cateter de Swan-Ganz é indicado para pacientes com tromboembolismo pulmonar, insuficiência renal aguda, insuficiência cardíaca, queimado grave, politraumatizado, IAM, estados de choque, eclâmpsia, entre outros.


A sua utilização na monitorização hemodinâmica é de grande importância. Sendo um procedimento minimamente invasivo, ele permite a visualização de obstruções nas artérias coronárias, vasos sanguíneos e tem como objetivo também verificar o funcionamento do músculo cardíaco.


Fazendo essa monitorização, que pode ser feita à beira do leito da terapia intensiva, você recebe os dados fisiológicos do paciente. Se os parâmetros estiverem alterados, isso pode significar que algum quadro grave está sendo desenvolvido. Isso também ajuda os profissionais de saúde a optarem pelo melhor tratamento e de forma mais rápida, já que os dados obtidos são fidedignos.


Além de auxiliar na obtenção de dados hemodinâmicos do paciente, com ele, é possível monitorizar a pressão arterial direita, pressão arterial pulmonar, pressão venosa central e quando insuflar o balonete dentro de um dos ramos da artéria pulmonar, é possível verificar os valores da pressão capilar pulmonar (PCP) ou pressão da artéria pulmonar ocluída (PAPO), que servirá de dados para identificar a pressão hidrostática capilar pulmonar e a pré-carga do ventrículo esquerdo.


O Cateter de Swan-Ganz possui vários tamanhos conforme a idade do paciente:

  • Neonatal - 3Fr

  • Pediátrico - 5Fr

  • Adulto - 7Fr


Em relação aos cateteres adultos existem dois comprimentos no mercado: 85cm e 110cm. O corpo do cateter geralmente é constituído por quatro vias, além do balão extremidade distal.


Via proximal


Situa-se a 29 cm da extremidade distal e permite injeção de líquidos para as medidas hemodinâmicas e é usado também para mensuração da pressão venosa central (PVC) e coleta de exames de sangue.


Via distal


Situa-se na ponta do cateter e permite a mensuração das pressões nas câmaras cardíacas direitas, pressão arterial pulmonar e pressão capilar pulmonar durante a inserção do cateter, além disso, proporciona a coleta de amostra do sangue venoso misto na artéria pulmonar.


Via do balão


Responsável por auxiliar na migração do cateter pela flutuação dirigida pelo fluxo, permitindo o encaminhamento do cateter e a medida da pressão capilar pulmonar, quando insuflado em um ramo da artéria pulmonar e possui volume de 1,5ml.


Termistor


É constituído por dois finos fios isolado estendendo-se pelo comprimento do cateter e terminando em um termistor embutido na parede do cateter, localizado na superfície do cateter, 4 cm proximais à extremidade distal, que mede a temperatura sanguínea na artéria pulmonar continuamente, sendo que, por meio da termodiluição, realiza-se às medidas hemodinâmica com o uso de um monitor multiparamétrico.


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