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Sinais Vitais na prática


Saber verificar os sinais vitais com precisão e conhecer suas variações normais é fundamental para um técnico de enfermagem e para o enfermeiro.


É importante compreender como aferir tais sinais para que não cometa equívocos capazes de trazer resultados falsos, que podem confundir a equipe de atendimento.


Por isso, nós trouxemos algumas considerações e instruções valiosas para te auxiliar a dominar todos os conhecimentos necessários sobre sinais vitais. Confira tudo a seguir.


A importância dos sinais vitais na enfermagem


O técnico de enfermagem ou enfermeiro são profissionais que precisam dominar os conhecimentos sobre sinais vitais de seus pacientes.


É o tipo de conhecimento básico em que não se pode errar. Uma vez que, realizar essas medições com precisão e conhecimento completo é fundamental para ter dados de acompanhamento do paciente em todo o atendimento.


O ideal é que o profissional consiga aferir os sinais vitais sem ter dúvidas ou interpretações erradas.

E para isso, é fundamental ter conhecimento pleno sobre o tema, para que consiga executar todos os procedimentos de enfermagem com a eficiência necessária para atender com qualidade.


Sabendo não só aferir os sinais vitais, como também, quais são os valores de referência e suas possíveis alterações.


Um técnico de enfermagem responsável pela classificação de risco de pacientes, por exemplo, deve ser excelente nesses quesitos.


De modo que, possa avaliar os riscos de cada paciente e classifique corretamente para a ordem de atendimento emergencial. Dessa forma, a equipe consegue atender todas as demandas com a devida urgência, para que os pacientes possam ter qualidade de atendimento e eficiência de todos os processos.


Sinais vitais na prática


De olho na parte prática, podemos perceber que a frequência cardíaca e o pulso são parecidos mas não a mesma coisa. Mas ao avaliar o paciente, a frequência cardíaca é o que está dentro da caixa torácica, enquanto o pulso é verificado em áreas periféricas, como o pulso radial.


Cabe ao profissional ter clareza das informações para que não confunda esses termos ao longo dos atendimentos. Justamente para não incorrer em erros de avaliação.


Além disso, é preciso saber o valor de referência de cada sinal vital. No caso da frequência cardíaca é de 60 a 100 batimentos por minuto. Se o paciente tiver uma frequência cardíaca acima desse valor, como 120 batimentos por minuto, é considerado taquicardia. Assim como os batimentos abaixo do valor de referência são considerados bradicardia.


É de suma importância verificar essas informações na área torácica e não confundir com o pulso, para que os dados transmitidos aos colegas de equipe sejam corretos.


Frequência respiratória

Em relação à frequência respiratória, o padrão normal é de 12 a 20 incursões respiratórias por minuto.

Um erro muito comum na avaliação é multiplicar o valor da frequência respiratória por quatro para obter a frequência por minuto.

A prática está equivocada uma vez que a respiração não ocorre em movimentos regulares de dois tempos.

Portanto, o correto é observar a movimentação respiratória por um minuto para obter o valor correto. A prática de analisar 15 segundos e multiplicar por quatro oferece apenas um dado aproximado.


A frequência respiratória precisa ser feita concomitantemente com outro dado vital. É importante falar ao paciente que você vai fazer a verificação. Frequentemente são analisados o pulso e a frequência respiratória ao mesmo tempo, tendo como objetivo a obtenção de dados precisos.


Temperatura corporal


Outro sinal vital que deve ser analisado é a temperatura corporal, que é considerada normal entre 36,5 a 38°C.


Existem variações e detalhes na literatura, no entanto, na prática clínica os detalhes tendem a não fazer muita diferença prática.


Temperaturas acima de 38ºC são consideradas pirexia. Por outro lado, temperaturas abaixo de 35°C indicam hipotermia.


Cada indicador exige uma conduta, portanto, é fundamental analisar os sinais vitais de cada paciente com precisão, para que as condutas adotadas a partir de então sejam as mais adequadas.


Pressão arterial


É importante lembrar que, a verificação deve ser feita no braço, exceto em casos específicos, como cirurgias ou problemas de circulação. É importante questionar condições de saúde pré-existentes para que a pressão seja aferida no braço correto.


Afinal, pacientes que não possuem todas as artérias de um braço ou até mesmo que possuem alguma deficiência tendo um braço sem uma das mãos, devem ser avaliados com cuidado.

Uma vez que, é preciso avaliar o braço que não passou por intervenções para que seja possível obter o valor mais preciso de pressão arterial.


A pressão é classificada em sistólica e diastólica. Os valores normais recomendados são de 120 mmHg para a sistólica e de 80 mmHg para a diastólica.


É importante ter em mente que não existe abreviação de pressão arterial em anotação de enfermagem! Uma coisa é falar para o paciente que a pressão é 12 por 8, outra coisa é anotar errado.

Além disso, também é importante entender que o monitor de pressão não faz abreviação, o indicador é sempre o dado real.


Dor


A dor é um sinal subjetivo, geralmente mensurado de 0 a 10. É importante perceber que o profissional pode até verificar a face do paciente e indicadores comportamentais de desconforto.


Mas de forma geral, o profissional precisa perguntar e acreditar na resposta. Afinal, dor é um indicador subjetivo e que cada pessoa tem sua própria sensibilidade.



Saber aferir os sinais vitais é básico, mas infelizmente, muitos profissionais ainda possuem dúvidas. Se você tem dificuldades, estude! Saber o básico é fundamental para que consiga fazer os atendimentos com qualidade.


Profissionais que se confundem naquilo que consideram excessivamente básico acabam tendo dificuldade de se destacar em processos seletivos e iniciar a carreira conquistando um emprego.


Portanto, é indispensável ter excelência nos conhecimentos básicos para que possa aprender também tudo aquilo que é considerado avançado e consiga ser um enfermeiro ou técnico de enfermagem que seja capaz de agregar ao time de cuidados com os pacientes no hospital ou clínica onde deseja trabalhar.



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