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Todos os tipos de Gastrostomia


A gastrostomia é um procedimento cirúrgico, necessário para fixar uma sonda alimentar. Dessa forma, o paciente que perdeu temporária ou definitivamente a capacidade de deglutir os alimentos, consegue ser alimentado.


Geralmente, é um procedimento usado para pessoas com lesões cerebrais graves ou transtornos do trato gastrointestinal superior.


A gastrostomia pode ser feita por técnicas distintas: gastrostomia percutânea por fluoroscopia, gastrostomia endoscópica percutânea (PEG) e gastrostomia cirúrgica. Em cada tipo de procedimento, existem cuidados de enfermagem específicos que devem ser adotados.


Por isso, nós trouxemos um panorama geral sobre os três tipos, para que compreenda de uma vez por todas a atuação da enfermagem em casos de gastrostomia.


Tipos de gastrostomia

Existem diferentes tipos de gastrostomia que exigem diferentes intervenções da equipe de enfermagem no cuidado do paciente, entenda mais:


1. Tipo Stamm

É um tipo de gastrostomia operatória temporária, que é simples e costuma ser a mais utilizada. Ela apresenta o fechamento espontâneo entre 2 e 3 dias após a retirada do catéter.


De modo geral, o método não causa grandes alterações no estômago, por manter preservado o contorno anatômico e o volume gástrico.


O cateter é inserido através de uma pequena abertura no estômago, dentro de uma sutura em bolsa com fio inabsorvível.


2. Tipo Witzel

É uma forma diferente da técnica anterior, que foi idealizada para reduzir o risco de extravasamento da técnica de Stamm.


O método não teve a mesma popularidade que o Stamm, por existirem muitos casos com propensão ao extravasamento no entorno do cateter, apesar de ter sido idealizado para melhorar este aspecto. Além disso, tem um pós-operatório mais complexo com maior deformação gástrica.


3. Gastrostomias permanentes

São métodos mais delicados e trabalhosos, onde costumam ocorrer maior deformidade gástrica. A redução do volume estomacal e o maior risco de complicação após a cirurgia são fatores que pesam contra a indicação do procedimento.


No entanto, existem várias técnicas que podem ser aplicadas no caso em que o paciente precisa da intervenção, como:

  • Gastrostomia Depage Janeway;

  • Gastrostomia Patton;

  • Gastrostomia Beck-Carrel-Jianu;

  • Gastrostomia Spivack-Watsuji.


4. Gastrostomia endoscópica percutânea (GEP)

Usada para alimentação enteral prolongada, é um método que oferece menor custo, evita laparotomia, dispensa anestesia geral na maior parte dos casos, é rápida de executar e requer menos tempo de hospitalização.


5. Gastrostomia radiológica percutânea (GRP)

Pouco utilizada, a técnica é uma opção para pacientes que não podem ser submetidos ao método GEP ou gastroscopia.


É um método que exige a dilatação gástrica e anestesia local para que se possa colocar o tubo de alimentação na posição correta.


6. Gastrostomia laparoscópica

Trata-se da técnica indicada para pacientes que não possuem indicação para a técnica GEP. Com curto tempo de operação, a recuperação do paciente também é mais rápida e o resultado estético é melhor.


Existem diferentes sondas que podem ser usadas


Cada paciente submetido à gastrostomia precisará de um tipo de sonda de alimentação que depende diretamente de qual é o tipo de técnica a qual o paciente foi submetido.


O tipo botão é uma sonda de silicone transparente, que costuma ser usada para alimentar crianças, dar medicação e descomprimir o estômago. O modelo dá maior mobilidade e costuma ser usado com a técnica PEG.


A sonda tipo balão é outra opção, usada para a administração de alimentos ou medicamentos através de uma fístula gástrica.


Também é possível recorrer ao uso de sonda tipo gastro-jejunal, para a nutrição e descompressão gástrica.


Por fim, a sonda tipo PEG também pode ser usada, sendo um método para nutrição enteral prolongada. A escolha adequada da sonda é fundamental para que a qualidade de vida do paciente seja a melhor possível.


Cuidados de enfermagem com pacientes que passam pela gastrostomia


É importante perceber que, os pacientes que passam pelo procedimento precisam de cuidados de enfermagem específicos.


Fazer a limpeza da região onde o procedimento foi realizado, orientar o paciente e trabalhar em prol de sua recuperação é parte do processo. Pacientes com botão, por exemplo, precisam de higienização diária, bem como, é necessário que seja feita a volta inteira do botão diariamente.


É necessário analisar se as válvulas estão corretamente desobstruídas e também, se há volume de água no botão. Sempre visando manter o botão desobstruído, para que funcione conforme o esperado.


A administração da dieta sempre deve ser feita lentamente, com cuidado. Além disso, é preciso administrar o alimento em temperatura ambiente e limpar toda a área externa com água e sabão ao finalizar o procedimento.


Para a administração de medicamentos é preciso triturar comprimidos e dissolver em água na proporção adequada. Bem como, ter o cuidado de evitar a mistura de vários medicamentos na mesma seringa. De modo que, o paciente tenha o bem-estar preservado ao longo do tratamento.


Além disso, é necessário sempre higienizar as mãos antes e depois da manipulação, manter a pele protegida ao redor do orifício, garantir que o paciente esteja sentado ou com o tronco elevado ao ter a dieta administrada e orientá-lo sobre os cuidados com a gastrostomia quando o paciente for liberado para ir para casa.


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