Exame de Proficiência na Enfermagem: O que Está por Vir e Por Que Você Precisa se Preparar Agora
- praticenfgp
- 12 de ago. de 2025
- 3 min de leitura
Você já imaginou uma prova obrigatória para atuar como técnico ou enfermeiro, semelhante à OAB para advogados? Pois é exatamente sobre isso que trata o Projeto de Lei 1329/2025, que propõe a criação de um exame de proficiência para a enfermagem no Brasil. A proposta está em tramitação e, caso seja aprovada, pode transformar profundamente o cenário da nossa profissão.
Neste artigo, você vai entender o que está por trás do projeto, como ele impacta sua carreira e por que você precisa começar a se preparar agora — antes que a prova se torne realidade.
O que é o Exame de Proficiência?
O exame de proficiência seria uma etapa obrigatória para que técnicos e enfermeiros possam atuar legalmente, mesmo após concluírem a formação. Ou seja, o diploma por si só não bastaria — será necessário comprovar conhecimento e competência através de uma avaliação técnica.
Esse tipo de exame já é realidade em outras áreas: contadores precisam ser aprovados no CRC, advogados só podem exercer após a OAB, e nos Estados Unidos, enfermeiros fazem o NCLEX para obter a licença. A proposta é justamente essa: garantir que apenas profissionais qualificados ingressem no mercado de trabalho.
Por que isso está sendo proposto?
A resposta é simples: a formação no Brasil está frágil. Muitos profissionais se formam sem dominar o básico — desde anatomia e fisiologia até farmacologia e raciocínio clínico. O resultado? Profissionais inseguros, despreparados e, muitas vezes, com dificuldade até para executar procedimentos simples com confiança.
O exame de proficiência surge como uma forma de:
Garantir mais segurança para os pacientes;
Valorizar os profissionais que realmente estão preparados;
Estimular instituições de ensino a melhorarem a qualidade da formação;
Elevar o padrão da enfermagem no Brasil.
O que muda na prática?
Se aprovado, o exame será obrigatório para quem deseja o registro profissional. Ou seja, sem passar na prova, você não terá o COREN — e, consequentemente, não poderá exercer a enfermagem.
Assim como na OAB, quem não for aprovado poderá refazer a prova quantas vezes forem necessárias. A diferença é que o exame não limita por número de vagas, mas por uma nota de corte.
Quem atinge a pontuação mínima, está apto.
Isso mudará a forma como os futuros profissionais se preparam. As instituições de ensino passarão a ser cobradas pela qualidade da formação. Afinal, se ninguém que estuda lá consegue passar, o mercado não vai mais respeitar esse diploma.
E quem já tem o COREN?
Essa é uma dúvida importante — e que ainda não está respondida oficialmente no texto do projeto. Existe a possibilidade de haver regras de transição para quem já atua na área. Mas, até que isso seja definido, o ideal é se manter atento às atualizações e buscar se capacitar continuamente. O futuro pode exigir a comprovação de conhecimento, mesmo para quem já está formado.
É motivo para se preocupar?
Não. É motivo para se preparar.
Esse exame, na verdade, é uma grande oportunidade de reorganizar a enfermagem, valorizar os bons profissionais e proteger os pacientes. Quem estuda, se dedica e busca conhecimento não tem o que temer — pelo contrário, tem muito a ganhar.
O mercado vai começar a enxergar com outros olhos os profissionais aprovados nesse exame. A valorização virá junto com o reconhecimento da qualificação. E quem hoje já busca uma formação sólida estará à frente.
A opinião do professor Éder Marques
Sou totalmente a favor dessa mudança. O que temos hoje é uma quantidade alarmante de profissionais formados sem base sólida. E isso coloca vidas em risco.
Aqui na Prática Enfermagem, nossa missão é exatamente ajudar você a construir uma base forte, com cursos, capacitações e conteúdos que preparam para a realidade do cuidado — e, se necessário, para qualquer exame que venha no futuro.
Não se trata de punir ninguém, mas de melhorar a qualidade da assistência no Brasil. Eu posso ser paciente. Você pode ser paciente. Todos merecem ser cuidados por profissionais que sabem o que estão fazendo.
Conclusão
O Exame de Proficiência pode, sim, se tornar realidade. E, se acontecer, ele mudará para sempre o modo como a enfermagem é reconhecida e exercida no país.
A boa notícia é: ainda dá tempo de se preparar. Quem se antecipa, lidera. Quem deixa para depois, corre atrás. Se você quer continuar atuando, crescer na carreira e se destacar, comece agora a fortalecer sua base.
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Por Prof. Éder MarquesPrática Enfermagem – Transformando profissionais em especialistas.
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