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Exame de Proficiência na Enfermagem: O que Está por Vir e Por Que Você Precisa se Preparar Agora


Você já imaginou uma prova obrigatória para atuar como técnico ou enfermeiro, semelhante à OAB para advogados? Pois é exatamente sobre isso que trata o Projeto de Lei 1329/2025, que propõe a criação de um exame de proficiência para a enfermagem no Brasil. A proposta está em tramitação e, caso seja aprovada, pode transformar profundamente o cenário da nossa profissão.


Neste artigo, você vai entender o que está por trás do projeto, como ele impacta sua carreira e por que você precisa começar a se preparar agora — antes que a prova se torne realidade.


O que é o Exame de Proficiência?


O exame de proficiência seria uma etapa obrigatória para que técnicos e enfermeiros possam atuar legalmente, mesmo após concluírem a formação. Ou seja, o diploma por si só não bastaria — será necessário comprovar conhecimento e competência através de uma avaliação técnica.


Esse tipo de exame já é realidade em outras áreas: contadores precisam ser aprovados no CRC, advogados só podem exercer após a OAB, e nos Estados Unidos, enfermeiros fazem o NCLEX para obter a licença. A proposta é justamente essa: garantir que apenas profissionais qualificados ingressem no mercado de trabalho.

 

Por que isso está sendo proposto?


A resposta é simples: a formação no Brasil está frágil. Muitos profissionais se formam sem dominar o básico — desde anatomia e fisiologia até farmacologia e raciocínio clínico. O resultado? Profissionais inseguros, despreparados e, muitas vezes, com dificuldade até para executar procedimentos simples com confiança.


O exame de proficiência surge como uma forma de:

  • Garantir mais segurança para os pacientes;

  • Valorizar os profissionais que realmente estão preparados;

  • Estimular instituições de ensino a melhorarem a qualidade da formação;

  • Elevar o padrão da enfermagem no Brasil.

 

O que muda na prática?


Se aprovado, o exame será obrigatório para quem deseja o registro profissional. Ou seja, sem passar na prova, você não terá o COREN — e, consequentemente, não poderá exercer a enfermagem.

Assim como na OAB, quem não for aprovado poderá refazer a prova quantas vezes forem necessárias. A diferença é que o exame não limita por número de vagas, mas por uma nota de corte.


Quem atinge a pontuação mínima, está apto.

Isso mudará a forma como os futuros profissionais se preparam. As instituições de ensino passarão a ser cobradas pela qualidade da formação. Afinal, se ninguém que estuda lá consegue passar, o mercado não vai mais respeitar esse diploma.

 

E quem já tem o COREN?


Essa é uma dúvida importante — e que ainda não está respondida oficialmente no texto do projeto. Existe a possibilidade de haver regras de transição para quem já atua na área. Mas, até que isso seja definido, o ideal é se manter atento às atualizações e buscar se capacitar continuamente. O futuro pode exigir a comprovação de conhecimento, mesmo para quem já está formado.

 

É motivo para se preocupar?


Não. É motivo para se preparar.


Esse exame, na verdade, é uma grande oportunidade de reorganizar a enfermagem, valorizar os bons profissionais e proteger os pacientes. Quem estuda, se dedica e busca conhecimento não tem o que temer — pelo contrário, tem muito a ganhar.


O mercado vai começar a enxergar com outros olhos os profissionais aprovados nesse exame. A valorização virá junto com o reconhecimento da qualificação. E quem hoje já busca uma formação sólida estará à frente.

 

A opinião do professor Éder Marques


Sou totalmente a favor dessa mudança. O que temos hoje é uma quantidade alarmante de profissionais formados sem base sólida. E isso coloca vidas em risco.


Aqui na Prática Enfermagem, nossa missão é exatamente ajudar você a construir uma base forte, com cursos, capacitações e conteúdos que preparam para a realidade do cuidado — e, se necessário, para qualquer exame que venha no futuro.


Não se trata de punir ninguém, mas de melhorar a qualidade da assistência no Brasil. Eu posso ser paciente. Você pode ser paciente. Todos merecem ser cuidados por profissionais que sabem o que estão fazendo.

 

Conclusão


O Exame de Proficiência pode, sim, se tornar realidade. E, se acontecer, ele mudará para sempre o modo como a enfermagem é reconhecida e exercida no país.


A boa notícia é: ainda dá tempo de se preparar. Quem se antecipa, lidera. Quem deixa para depois, corre atrás. Se você quer continuar atuando, crescer na carreira e se destacar, comece agora a fortalecer sua base.


Se esse conteúdo fez sentido para você, compartilhe com colegas. Quanto mais profissionais se prepararem, mais forte será a nossa enfermagem.

Por Prof. Éder MarquesPrática Enfermagem – Transformando profissionais em especialistas.


 

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