Adeus, Fenoterol: As Novas Diretrizes do GINA 2025 para o Manejo da Asma
- praticenfgp
- há 17 horas
- 2 min de leitura
Se você trabalha em unidades de emergência, precisa estar atento às atualizações mais recentes da GINA 2025 (Global Initiative for Asthma). Este consenso internacional, que define as melhores práticas para o tratamento da asma, trouxe uma mudança drástica que impacta diretamente a rotina de enfermeiros e médicos: o fenoterol não é mais recomendado para o manejo de exacerbações de asma.
Neste artigo, vamos entender o porquê dessa mudança e quais são as condutas que devem ser adotadas a partir de agora.
Por que o Fenoterol saiu de cena?
O fenoterol (conhecido comercialmente por muitos anos como Berotec) foi removido das recomendações devido ao seu perfil de segurança. Por ser um beta-agonista, ele estimula receptores que provocam um maior risco de taquiarritmia.
Comparado a outros medicamentos da mesma classe, o fenoterol apresenta efeitos colaterais mais intensos e um perfil de segurança inferior, o que motivou a decisão da GINA de priorizar a segurança do paciente e a redução de complicações no atendimento inicial.
O que substitui o Fenoterol?
Com a saída do fenoterol, as fontes reforçam a padronização do atendimento com os seguintes medicamentos:
Salbutamol: Mantém-se como a principal escolha. A recomendação é o uso de 4 a 10 puffs com espaçador, podendo chegar a 8 ou 10 puffs em exacerbações graves, repetidos a cada 20 minutos na primeira hora.
Brometo de Ipratrópio (Atrovent): Pode ser administrado via 4 puffs ou nebulização com 40 gotas, também a cada 20 minutos na fase inicial.
Corticosteroides: O uso de prednisona ou prednisolona (40 mg/dia) por via oral é indicado. Caso a via seja venosa, utiliza-se a hidrocortisona (150 a 250 mg).
Atenção Crítica na Administração da Hidrocortisona
Um ponto de extrema importância para a equipe de enfermagem é que a hidrocortisona venosa NÃO deve ser feita em bólus. A recomendação é que a infusão ocorra em 20 minutos. Em contextos pediátricos, sugere-se diluir em pequenos volumes (como 50 ml) para evitar o excesso de líquidos na criança.
Casos Refratários e Outras Medicações
Para pacientes que apresentam recidiva ou não respondem ao tratamento inicial, a GINA 2025 sugere o uso de Sulfato de Magnésio (1 a 2 g endovenoso), também infundido em 20 minutos.
Quanto a medicamentos como aminofilina, adrenalina nebulizada e antibióticos, as fontes esclarecem que estes não devem ser prescritos de forma rotineira, embora o médico possa prescrevê-los em casos muito específicos.
O Papel do Profissional na Ponta
Mesmo que o enfermeiro não seja o responsável pela prescrição, ele é quem executa o medicamento. Ter o conhecimento atualizado sobre o que a GINA estipula é fundamental para garantir que a prática seja segura e que qualquer risco de complicação para o paciente seja minimizado.
Fique atento e atualize o protocolo da sua unidade! A segurança do paciente depende de uma equipe bem informada.
Prof. Éder Marques
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